Friday, June 19, 2009

Turismo - RAM


Madeira Rural



Madeira vende a pataco os quartos hoteleiros

MELHOR DESTINO DE PORTUGAL COM PREÇOS 17% INFERIORES À MÉDIA NACIONAL. Data: 19-06-2009

É um número alarmante. A mostrar que a Madeira está longe de vender o produto ao preço da qualidade que diz ter. Um estudo desenvolvido pelo Turismo de Portugal permite concluir que o preço médio por quarto na Madeira é inferior à média nacional, bem como ao valor cobrado em todas as regiões turísticas com excepção do Algarve.

"Até a data os dados tornados públicos referiam-se ao RevPar, o valor obtido por quarto, mas em função da ocupação obtida do total das camas oferecidas. Como a Madeira tem a taxa de ocupação mais alta do país, o RevPar surgia, também, como o mais elevado do país, situando-se nos 35,3 euros.
Um olhar mais cuidado ao preço médio do quarto permite constatar o descalabro do turismo madeirense, que vem resistindo à crise através de uma baixa drástica do preço praticado.

No mês de Março os hoteleiros madeirenses venderam os quartos a 58,8 euros, valor inferior em 13,7 euros à média nacional. Neste mês a taxa de ocupação situou-se nos 60%, sendo já a maior de Portugal, com as restantes regiões do país em evidente crise: Açores (22,8%), Algarve (30,6%), Alentejo (24,7%), Lisboa (37,5%), Centro (20,2%) e Norte (28,9%).

Em Fevereiro, por ocasião do Carnaval e quando a taxa de ocupação atingiu os 24,8%, - contra os 72% referenciados por Conceição Estudante, no fim-de-semana das festas e do cortejo - os preços praticados ainda foram inferiores: 51 euros. Um valor inferior em 15 euros à média nacional.

Ocupando, normalmente, a terceira ou quarto posição entre os destinos portugueses mais procurados, a Madeira nos primeiros quatro meses deste ano só superou o Alentejo e os Açores, pois as zonas Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve tiveram mais turistas.

Para melhor se compreender as razões porque os proveitos totais (-15,4%) e os de alojamento (-15,9%) estão em queda, refira-se que Lisboa (92,8 euros) e as zonas Norte (72), Centro (69,3), Açores (64) e Algarve (59,8) praticaram em Março preços mais alto que a Madeira (58,8), que competiu com o Alentejo (57,5) com os preços mais baratos do mercado.

A queda da Madeira precipitou-se logo após o mês de Janeiro - taxa de ocupação nos 25,5% - onde o valor médio do quarto ainda se situou nos 69,3 euros: melhor que os Açores (60,6) e Algarve(53,4), mas pior que o Norte (75,7), centro (72,4), Lisboa (98,5) e Alentejo (69,7).

Fevereiro foi desastroso em termos de negócio, pois os 51 euros de receita por quarto foi o valor mais baixo praticado em Portugal , já que os estabelecimentos do Norte (72,9), Centro (64,8), Lisboa (86,3), Alentejo (70,3), Açores (63,4) e Algarve (51,6) obtiveram uma receita por quarto melhor.

Acrescente-se que a receita média por quarto no primeiro trimestre situou-se nos 72,1 euros, com a Madeira a arrecadar apenas 59,7 euros, ou seja menos 17,2%.

GOVERNO APROVA: Lei de bases da actividade turística reclamada há mais de 50 anos

O Governo aprovou ontem o decreto-Lei que define as bases da actividade turística, um diploma que o executivo salientou que "encerra um conjunto de reformas fundamentais" e que é reclamado pelo sector "há mais de 50 anos". "O objectivo é sistematizar um conjunto de princípios e de directrizes transversais que devem estar subjacentes às políticas públicas de turismo", disse, no final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.

O diploma define a "forma de relacionamento que o sector público e privado devem ter no concretizar de um conjunto de objectivos desta actividade económica", bem como as "áreas de actuação e intervenção do Estado" nesta actividade, nomeadamente em áreas como a formação, promoção turística, acessibilidades, apoio ao investimento, informação turística, conhecimento e investigação.

Além disso, o decreto-lei identifica "um conjunto de apoios financeiros às políticas públicas de turismo" para que possam ser adoptadas "medidas de política fiscal que contribuam para o desenvolvimento da actividade turística nacional.

Paralelamente, é definida uma "estratégia de projecção e representação internacional de Portugal no sector do turismo através da cooperação internacional bilateral com um conjunto de intervenientes públicos e privados de outros países", acrescentou Bernardo Trindade. O turismo representa actualmente 11% do PIB nacional e emprega mais de 500 mil pessoas, "tendo uma capacidade real de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses e para a progressão da coesão territorial e da identidade nacional, através da promoção do desenvolvimento sustentável em termos ambientais, económicos e sociais", pode ler-se no comunicado final da reunião."


Fonte: Dnoticias.pt

Miguel Torres Cunha



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