Monday, July 27, 2009

Turismo com 100 milhões disponíveis para a Madeira


Madeira Rural


"O madeirense Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo, apresenta hoje uma nova versão da linha de crédito PME Investe. Mais 100 milhões de euros que vão estar à disposição do sector do turismo.

Esta nova medida de apoio ao sector reveste-se de uma particularidade:destina-se a garantir às empresas dinheiro para um fundo de maneio, ou seja para dar resposta a necessidades imediatas de tesouraria.

Com esta medida pretende o Governo da República ajudar a suprir as quebras acentuadas de facturação que os hotéis e outros estabelecimentos vêm registando, com destaque para o Algarve, Lisboa e Madeira, as zonas do país em que a crise se tem feito mais sentir.
Limitando a um milhão de euros o montante máximo do empréstimo, o Estado garante um acordo com um conjunto de instituições que oferecem uma taxa euribor 3 meses de 1,5%, pelo prazo de 42 meses - três anos e meio - e um período de carência (de capital) de 12 meses.

A importância de ser o governo a criar uma linha de crédito decorre da circunstância de muitas empresas portugueses terem o acesso ao crédito dificultado, razão pela qual a circunstância de 75% do capital em dívida ser garantido pelo Estado, através de capitais de risco e das sociedades de garantia mútua agiliza todo o processo, permitindo uma resposta muito rápida às necessidades imediatas dos empresário.

A linha de crédito que hoje é apresentada, no Algarve, é extensível à Madeira, situação singular e que apenas tem tido tradução nas políticas ligadas ao Turismo. Um facto que se justifica na circunstância de 10% da oferta nacional estar na Madeira, bem como pela sensibilidade especial que o titular da pasta do Turismo no Governo da República revela, por ser madeirense e sobretudo um conhecedor profundo da realidade do sector e da Região em particular, pois desde sempre este foi um negócio da família Trindade.

Recorde-se que os primeiros cinco meses do ano ficam marcados pela vinda à Madeira de menos 68 mil turistas, o que representa uma quebra de 13,8%. Nas dormidas a crise causou uma descida de 14% - os turistas pagaram 2,1 milhões de dormidas, menos 356 mil - enquanto as receitas turísticas (103,7 milhões de euros) desceram 15,5%, o que representou a perca de 19 milhões de euros.

Todas as regiões turísticas do país registaram quebras, quer nos hóspedes, dormidas e naturalmente nos proveitos, com destaque para o Algarve (14,8%), Lisboa (15,5%) e Alentejo (14,5%), com decréscimos superiores à média nacional que no caso dos hóspedes registou uma descida de 11,5%, enquanto nas dormidas a quebra foi de 9,7%. Já os Açores registou menos 10,9% de hóspedes e menos 8,5% de dormidas.

Consciente desta realidade, Bernardo Trindade avançou para quinta linha de crédito que a actividade turística e de restauração beneficiaram no último ano, com a particularidade desta nova linha poder ser cumulativa com outros incentivos e empréstimos garantidos através do Estado.

220,7 milhões

O turismo é o único sector em que os programas e incentivos nacionais beneficiam a Madeira e os empresários locais. E no último ano a Secretaria de Estado do Turismo lançou uma linha de crédito de 500 milhões de euros para investimento, garantiu 50 milhões para a restauração e 10 milhões para o turismo rural. Através do Ministério da Economia foram disponibilizados outros 600 milhões de euros às micro empresas. No total já foram apoiadas 1.964 empresas, que beneficiaram 220,7 milhões de euros. De acordo com o apurado, há dezenas de empresas madeirenses incluídas..."

Miguel Torres Cunha - Dnoticias.pt




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