Monday, September 14, 2009

O Turismo na Região Autónoma da Madeira



Ontem ao Turismo da RAM, associava-se a exaltação do meio, pela sua virginal beleza e procura de condições climáticas capazes de aliviarem as doenças pulmonares.

Hoje as exigências e motivações são outras, no entanto a Madeira mantém o estatuto de outrora no que concerne ao seu excepcional clima, à singularidade paisagística e à hospitalidade dos seus residentes.

O exotismo deste arquipélago, “paraíso flutuante”, constitui sem dúvida uma das mais importantes características e atracções deste destino, muito por força da sua floresta Laurissilva, endémica das ilhas da Macaronésia e cuja origem remonta ao período Terciário, sendo esta o seu ex-líbris em termos de fauna e flora.
Segundo dados da OMT - Organização Mundial do Turismo, as chegadas de turistas internacionais aumentaram nas últimas duas décadas do século XX a uma taxa média anual de 5,7%, passando de 287 milhões de turistas em 1980, para aproximadamente 700 milhões em 2000, prevendo-se que esse número venha a duplicar nas próximas duas décadas, devendo atingir cerca de 1000 milhões em 2010 e 1500 milhões no ano de 2020.

Foi no ano de 2008 que o destino Madeira ultrapassou as expectativas que lhe foram apontadas no ano anterior, segundo informação disponibilizada no endereço electrónico da Secretaria Regional do Turismo e Transportes.

De acordo com a Secretária Conceição Estudante, “Foi um ano de sucessos mas foi, também, o ano em que a conjuntura económica e financeira internacional começou a dar os seus primeiros sinais de fragilidade. Ainda assim, a Madeira conseguiu resultados extremamente favoráveis, tendo por base uma estratégia concertada entre os agentes públicos e privados do sector”.

Por ocasião do debate sobre a situação do Turismo na RAM realizado em finais de Abril do corrente ano, Conceição Estudante referiu ainda que em 4 anos, entre 2004 e 2008, a capacidade de alojamento aumentou cerca de 3,6% na Região passando de 29.523 para 30.602 camas, tendo o número de hóspedes crescido 20,3%, ultrapassando um milhão de visitantes.

Em igual período, a taxa de ocupação aumentou 12,8%, fechando o ano de 2008 com 60,4%, e os proveitos totais cresceram aproximadamente 22,1% o que representa valores na casa dos 300 milhões anuais.

Quanto ao nível de eficiência do hotel na captação de receita de hospedagem (RevPar), aumentou em 18,7%, passando de 30.94 euros em 2004 para 36.71 euros, em 2008, tendo o turismo de cruzeiros aumentado em 43% no número de visitantes e 5,5 em escalas entre 2004 e 2008.

Estes indicadores demonstram a evolução actual do destino Madeira, e o seu desenvolvimento e consolidação como um dos melhores no panorama nacional, especialmente no referido período.

O “boom” turístico, levou à ocupação e valorização de uma boa “fatia” da orla costeira do Funchal, com o aparecimento de diversos e sofisticados hotéis e variados serviços de apoio, no entanto tal facto veio privar em muitas zonas o normal acesso do madeirense ao "seu" mar.

Segundo informações recolhidas através do site da Direcção Regional do Turismo, o parque hoteleiro da região compreende actualmente cerca de 323 unidades hoteleiras.

A Região caracteriza-se actualmente por ser um destino turístico com fortes perspectivas de crescimento, onde o sector desempenha um papel crucial na criação de riqueza como componente de consumo na sociedade e também na promoção e consolidação de valores e tradição patrimonial.

O futuro do sector passa por uma perspectiva de sustentabilidade ambiental, económica e social, no quadro de um novo modelo de desenvolvimento do Turismo que privilegie a qualidade, tanto em termos ambientais do destino, como no que concerne aos empreendimentos e serviços turísticos.

Por estar inserida num nicho de mercado altamente competitivo, a indústria hoteleira na Região deve procurar agora mais que nunca obter vantagens concorrenciais que lhe permita sobreviver e ultrapassar por um lado a crise que enfrentamos e por outro responder adequadamente à feroz pressão da concorrência, especialmente vinda de mercados emergentes.

Neste aspecto, a aposta na qualidade do serviço prestado deverá ser prioritária, até por ser inegavelmente um factor crítico de promoção e de diferenciação.




Madeira Rural

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